A Quinta da Botica 1726

14-08-2025


Sr. Jorge da Farmácia: quando a cura vinha do coração

Em Vila de Prado, a farmácia tinha nome e rosto:
Sr. Jorge.
Não era só farmacêutico — era quase médico de família, psicólogo e amigo, tudo sem marcar consulta. 
Recebia cada pessoa com tempo, atenção e aquele jeito de quem realmente se importava.

Era do tempo dos remédios caseiros, preparados com cuidado, como se cada frasco carregasse um pouco da alma de quem o fazia. 

E havia um gesto que ficou gravado na memória de muitos:
às pessoas pobres, o Sr. Jorge oferecia os medicamentos. 

Sem anúncios, sem registos, apenas um ato silencioso de generosidade.

Para quem vivia em Prado, entrar na sua farmácia era mais do que ir buscar um remédio — era sentir-se cuidado. 

Hoje, as farmácias estão cheias de máquinas e ecrãs, mas poucas conseguem transmitir o calor humano que o Sr. Jorge tinha em cada atendimento.

O seu legado não está apenas nas curas que proporcionou, mas na forma como tratou as pessoas: com o coração primeiro, e o receituário depois.
 

Sr Jorge, 
onde quer que esteja, saiba que Prado não o esquece — porque há pessoas que não passam, ficam para sempre gravadas no coração de uma terra.



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