Entre Mares e Memórias: a A vida Passada de Domiel Contada por Mingos
02-09-2025
Mingos fechou os olhos e, de repente, sentiu-se flutuar.
E a tripulação, contagiada pelo seu humor subtil, ria discretamente, sem perder a concentração.
Cada porto visitado era estudado com atenção. Domiel negociava com povos desconhecidos, aprendia costumes, e sempre encontrava maneiras de garantir que a missão de Salomão fosse cumprida sem conflito, apenas com engenho, respeito e astúcia.
Ao atravessar o Atlântico, Domiel sentia o poder da corrente das Canárias empurrar a frota.
Ele via cada navio deslizar pelo mar, cada vela esticada ao vento, cada madeira preciosa cuidadosamente guardada.
Quando finalmente a frota chegava a Jerusalém, Mingos observava Domiel entregar a carga ao rei. Salomão sorria satisfeito, e Domiel, discretamente, sentia a recompensa: não em aplausos, mas na certeza de que sua coragem, engenho e leve humor haviam atravessado mares e séculos.
E então Mingos voltou ao presente. Abrindo os olhos, sentiu ainda o eco daquela vida passada: o vento do Atlântico, o ranger das tábuas, a brisa salgada e o riso contido de papagaios e macacos.
O mundo sólido desapareceu, e ele tornou-se Domiel, marinheiro astuto da frota do Cedro Real, servindo o rei Salomão.
O Atlântico estendia-se à sua frente, vasto e misterioso, e o cheiro do mar misturava-se à madeira preciosa e ao ouro que cada navio transportava.
O Atlântico estendia-se à sua frente, vasto e misterioso, e o cheiro do mar misturava-se à madeira preciosa e ao ouro que cada navio transportava.
No convés, Domiel observava o movimento dos marinheiros.
Cada corda puxada, cada vela ajustada, cada carga reorganizada mostrava disciplina e astúcia.
Mas na viagem astral, Mingos via mais do que o físico: podia sentir o espírito de cada homem, o riso silencioso dos papagaios e a curiosidade dos macacos que acompanhavam a frota.
Até os ventos pareciam obedecer à sua intenção.
A travessia não era simples.
A travessia não era simples.
Tempestades surgiam de repente, mas Domiel navegava com calma, antecipando correntes e ventos, guiando os navios com precisão quase sobrenatural.
Quando um macaco atrevido tropeçava em cordas ou um papagaio insistia em gritar ordens aos marinheiros, Domiel apenas sorria:— "Se até eles querem participar, que participem!"
E a tripulação, contagiada pelo seu humor subtil, ria discretamente, sem perder a concentração.
Cada porto visitado era estudado com atenção. Domiel negociava com povos desconhecidos, aprendia costumes, e sempre encontrava maneiras de garantir que a missão de Salomão fosse cumprida sem conflito, apenas com engenho, respeito e astúcia.
Ao atravessar o Atlântico, Domiel sentia o poder da corrente das Canárias empurrar a frota.
Ele via cada navio deslizar pelo mar, cada vela esticada ao vento, cada madeira preciosa cuidadosamente guardada.
E no espírito de Domiel, havia orgulho silencioso: saber que o rei receberia tudo intacto, que o templo seria construído com perfeição e que ele cumprira sua missão com habilidade e leveza.
Quando finalmente a frota chegava a Jerusalém, Mingos observava Domiel entregar a carga ao rei. Salomão sorria satisfeito, e Domiel, discretamente, sentia a recompensa: não em aplausos, mas na certeza de que sua coragem, engenho e leve humor haviam atravessado mares e séculos.
E então Mingos voltou ao presente. Abrindo os olhos, sentiu ainda o eco daquela vida passada: o vento do Atlântico, o ranger das tábuas, a brisa salgada e o riso contido de papagaios e macacos.
Uma lembrança viva, uma prova de que Domiel existiu, que os mares foram cruzados e que, mesmo nas maiores responsabilidades, é possível navegar com humor subtil, astúcia e espírito livre.